@luisphilos

se você chegou agora, deixa eu te poupar um trabalho.

dependendo do dia, você pode ter encontrado aqui um vídeo de palestra.

uma piada sobre vendas.

uma foto da minha filha.

ou um texto longo sobre por que gente boa perde pra gente mediana.

faz sentido ficar com uma dúvida:

"quem é esse cara e sobre o que ele fala?"

justo.

vamos lá.


eu cresci dentro de loja.

meu nome é Luis Felipe.

estou no varejo desde os 14 anos.

comecei vendendo.

virei gerente de uma das maiores multimarcas de luxo do Brasil.

me formei em Direito no meio do caminho.

depois fui vendedor na Hugo Boss, onde cheguei a estar entre os 5 maiores vendedores da marca no país.

parece um caminho torto.

mas foi ele que me ensinou a coisa mais importante que eu sei.


o Direito me ensinou que vence quem prova.
a loja me ensinou que, antes da prova, vem o olhar.

na faculdade, um bom argumento ganha a causa.

na loja, o cliente decide antes de você abrir a boca.

pela roupa.

pelo jeito de entrar.

pelo que ele vê nos primeiros segundos.

eu vi gente com dinheiro pra comprar a loja inteira ser mal atendida.

e vi gente comum ser tratada como prioridade.

ninguém estava julgando quem a pessoa era.

estavam julgando o que dava pra ver.


hoje eu vejo a mesma cena, só que maior.

do varejo fui pra coordenação comercial.

depois, pro marketing.

hoje lidero o marketing do Grupo IBC, um grupo que coloca cerca de duas mil pessoas por semana dentro de uma sala de aula.

e a cena da loja continua se repetindo.

só que agora com empresários.

profissionais liberais.

gente excelente no que faz.

competente, com entrega, com anos de estrada.

e invisível.

perdendo espaço pra quem é mediano e aparece.

cobrando menos do que vale.

sendo elogiada, consultada, indicada...

e, na hora de escolher, deixada de lado.


o mercado não lê intenção. lê o que você mostra.

em 2007, um dos maiores violinistas do mundo, Joshua Bell, tocou 43 minutos numa estação de metrô em Washington.

violino de 3,5 milhões de dólares.

mais de mil pessoas passaram.

sete pararam.

três dias antes, ele tinha lotado um teatro com ingresso a 100 dólares.

mesmo músico.

mesma música.

mesmo violino.

só mudou o que as pessoas conseguiam ver.

foi daí que saiu a frase que virou minha bandeira:

ser bom e ser invisível é a pior combinação que existe.


é sobre isso que você vai me ver falando aqui.

sobre o que você mostra sem perceber.

sobre o que você esconde achando que é óbvio.

sobre por que a sua competência, se não estiver à vista na hora da decisão, simplesmente não entra na conta.

eu organizei isso em três movimentos que uso comigo e com quem eu ajudo:

consciência. saber como você está sendo visto.

coerência. cortar o que contradiz quem você é.

constância. repetir até virar memória.

levei isso pro palco.

estreei em Maceió com a mão gelada.

com medo, mas fui.

pouco tempo depois, estava falando disso pra empresários brasileiros dentro da Ohio University, nos Estados Unidos.


mas não vai ser só isso.

você vai ver venda contada com humor, porque foi na loja que eu aprendi quase tudo.

vai ver bastidor de palco.

e vai ver a Aurora, minha filha, e a Marília, minha noiva.

eu não sei separar quem eu sou de quem eu sou no trabalho.

e, sinceramente, nunca quis.


uma pergunta antes de você ir.

se o seu mercado tivesse dez segundos pra decidir sobre você...

o que ele veria?

se a resposta incomodou, talvez a sua garagem esteja fechada.

tem coisa boa lá dentro.

e ninguém vê.

me manda GARAGEM na DM.

eu olho o seu perfil e te digo o primeiro ponto que eu mudaria.

mandar GARAGEM na DM

ninguém compra o que não vê.

seja bem-vindo.

Luis Felipe.